terça-feira, 17 de abril de 2012

Seduza-me!

Seduza-me!
Procure-me, mas finja que não me viu.Enquanto me finjo desconcentrada,
Converse com todos ao nosso lado,Depois me cumprimente sem receio.E sem jeito, conte sua piada,
Que mesmo sem graça, darei risada.Conte-me contente sua visagem,
Que mesmo tola e exagerada,Fingirei-me ébria e enredada.
E se te atrapalhares, cuidado!Tropeces com timidez, mas não caia!Acho fofo você envergonhado...
Aí, chegue mais perto e se sente.E depois, finalmente, seduza-me!
Esbarre sua mão em mim sem querer.No fulgor do meu rosto, se aproveite,
Por favor, adiante-se e me beije!Provoque o toque e vamos daqui.
Nosso corpo e o tempo a pulsar!Somos antulho, beija-flor, colibri...
Veja o liquor se transubstanciar.Em algo doce, quente e lúbrico,
Pra você me irromper, me sublimar.Sua mão, sua boca que abismos,
Por onde despenco, deliro, explodo...Ao final, de alegrias me fadigue.
E tonto se despeça de mim louca, E amanhã, outro dia, outra vez,
Vai saber, pode ser que você ligue...
 Elisa Maria Gasparini Torres
28/09/2008

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